Na carta enviada a Grassley, Trump disse que já havia notificado anteriormente o Congresso “sobre mudanças na postura global das Forças Armadas dos EUA no Oriente Médio em resposta às ameaças provenientes do Irã” e descreveu algumas ações realizadas, incluindo o cessar-fogo iniciado em 7 de abril. “Durante esse período, meu governo se envolveu em esforços produtivos e de boa-fé para alcançar uma solução diplomática para o comportamento maligno do Irã e encerrar sua ameaça aos EUA, bem como aos nossos aliados e parceiros”, escreveu o presidente.
Segundo o republicano, esses esforços resultaram na assinatura do memorando de entendimento em 17 de junho, no qual o Irã teria se comprometido a “garantir a passagem segura de embarcações comerciais do Golfo Pérsico até os mares de Omã”. No entanto, Trump afirmou que, apesar do acordo, Teerã voltou a atacar embarcações comerciais de bandeira neutra que transitavam pelo estreito.
O presidente disse que ordenou que as Forças Armadas dos EUA respondessem “com ataques defensivos contra alvos dentro do Irã”. “Esses ataques são limitados, proporcionais, planejados e executados de maneira destinada a minimizar baixas civis”, escreveu Trump.
“Eles têm como foco capacidades militares que representam uma ameaça às Forças Armadas dos EUA na região, proteger o território americano, promover os interesses nacionais dos EUA, garantir a passagem segura de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz e defender nossos aliados e parceiros regionais”, acrescentou.
Trump afirmou ainda que determinou os novos ataques em conformidade com sua “responsabilidade de proteger os americanos e os interesses dos EUA, tanto dentro quanto fora do país”.
Resolução sobre Poderes
A Resolução sobre Poderes de Guerra dos EUA, de 1973, exige que o presidente informe o Congresso em até 48 horas sobre hostilidades nas quais as Forças Armadas estejam envolvidas e limita a duração dessas operações a 60 dias.
A guerra entre EUA e Irã começou em 28 de fevereiro e foi comunicada oficialmente ao Congresso em 2 de março. Em 1º de maio, Trump afirmou que havia respeitado o prazo de 60 dias, já que, segundo ele, as hostilidades haviam terminado em 7 de abril, com o cessar-fogo. No entanto, críticos argumentam que o conflito nunca foi totalmente encerrado e que as operações militares teriam ultrapassado o prazo previsto na legislação.
Em junho, o Congresso aprovou uma resolução que exigia que Trump suspendesse a guerra com o Irã ou buscasse autorização dos parlamentares para manter a ação militar. No entanto, a medida teve caráter simbólico porque, apesar de ter sido aprovada pela Câmara dos Representantes e pelo Senado, não foi encaminhada ao presidente.
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